Palestra muito divertida do Prof. Luiz Felipe Pondé sobre a tirania da felicidade. Destaque para o trecho em que ele declara que o homem perdeu o interesse por Deus na medida que teve acesso a médicos e advogados. Um para as enfermidades e outro para livrar dos pecados. Achei uma forma curiosa de resumir a briga entre ciência e religião.
No post sobre Marketing Sensorial, veja aqui, esqueci de falar sobre propaganda enganosa. Uma empresa que trabalha muito bem os sentidos é a McDonalds. O problema é que muitas vezes não entrega o que promete. Veja no site Catraca Livre algumas imagens da diferença entre a expectativa e a realidade. Em homenagem ao BigMac, olha aí minha tirinha doméstica.
O Marketing Sensorial começa a sair do laboratório
Por que o sabor do vinho parece melhor numa taça que num copo comum? Por que um anúncio que mostra um pedaço de bolo aparentemente é mais atraente quando o garfo está à direita do bolo? Perguntas assim atraem cientistas de marketing há mais de 20 anos. O objetivo é descobrir métodos para atingir os cinco sentidos do consumidor. Em laboratório os pesquisadores se concentram em identificar o mecanismo através do qual nossas sensações corporais ajudam a determinar as decisões de compra.
A maior especialista da área é Aradhna Krishna, diretora do Laboratório de Marketing Sensorial da Universidade de Michigan, autora do livro "Custumer Sense: Hows the 5 Senses Influence Bying Behavior" (2013). A revista Harvard Business Review Brasil, edição #93 (Março/2015) trás um artigo explorando o assunto.
"No passado, a comunicação com os clientes era essencialmente unilateral -- empresas apenas falavam com os consumidores", pondera Krishna. "Depois a comunicação evoluiu para diálogos, com os clientes fornecendo feedback. Atualmente estão se tornando interlocutores multidimensionais. Os produtos têm sua voz própria e os clientes respondem instintivamente e subconscientemente à comunicação."
Ela explica que os nossos sentidos amplificam uns aos outros, quando existe congruência entre eles. O marketing sensorial trabalha com influências sutis. E isso é o segredo do poder. "Consumidores não as detectam como mensagens de marketing e, portanto, não reagem com a resistência habitual aos anúncios e outras promoções."
Marketing Sensorial não é uma novidade. Há muito tempo corremos às padarias quando sentimos o cheiro do pão quentinho. Lembramos de carro novo pelo cheiro característico. E esses atributos ficarão cada vez mais relevantes em um mundo de consumo eletrônico e distanciamento dos métodos tradicionais de compra. A especialista diz que as empresas devem pensar seu projeto de forma ampla, envolvendo os sentidos na intensificação de características da marca.
A Dunkin'Donuts, por exemplo, fez uma ação em ônibus municipais da Coreia do Sul. Sempre que se ouvia o jingle do anúncio, um atomizador lançava aroma de café. A campanha aumentou o fluxo de pessoas nos pontos de revenda da Dunkin'Donuts, próximos aos pontos de ônibus em 16% e as vendas em outros pontos em 29%.
Vídeo arrepiante do UFC para promover o retorno de Anderson "Spider" Silva ao octógono, no final de janeiro de 2015 contra Nick Diaz. A legend will rise!
The itsy bitsy spider went up the water spout.
Down came the rain, and washed the spider out.
Out came the sun, and dried up all the rain
And the itsy bitsy spider went up the spout again.
CEO do Google e os novos caminhos da tecnologia que podem mudar o mundo
Admiro Larry Page e o milagre da evolução do Google. Mas nessa palestra ao TED, gravado em março de 2014, ele decepciona. Foge das perguntas, muda a direção do debate e pouco acrescenta. Ele prefere chamar atenção para projetos que nada tem a ver com nosso futuro, como bicicletas andando sobre florestas. O entrevistador Charlie Rose chega a ficar constrangido com a baixa interatividade do CEO do Google. Surpreendentemente chato.