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A Sociologia de Max Weber

30/07/2013 às 21:48



Pequena aula do Professor Rodolfo Neves para pré-vestibulandos sobre a concepção de Max Weber para Sociologia. Os bizus para não perder questões são:
  • A ciência social trabalha com noção de objetividade possível -- e não total;
  • Não existe uma linha evolutiva da sociedade -- como imagina o positivismo --, ela é um feixe inesgotável de fatos, devendo ser observada em casos isolados;
  • Uma ação social parte de um indivíduo para outro indivíduo -- com o fim específico, mesmo sem certeza do resultado (ex: aperto de mão);
  • Os valores e as práticas de um grupo podem ser reciprocamente aceitas, tornando a ação social em uma relação social (ex: missa);
  • O tipo ideal é o exagero da realidade, transformando um aspecto da sociedade em um recorde conceitual;
  • A Sociologia é não determinista, não devendo ser usada para explicar a realidade e sim o contrário;
  • A ciência estuda o que é, a política o que deveria ser;
  • Não existe um único modelo de dominação;
  • A significação cultural explica eventos a partir da realidade atual (ex: queda do Império Romano hoje é observado na perspectiva econômica).
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A Sociedade do Café Filosófico, uma breve história da ciência

06/05/2013 às 12:29



Humanos e dinossauros habitaram a Terra ao mesmo tempo? Qual a proporção da Terra é coberta pela água? Com perguntas simples como essas, um estudo apontou que apenas 1/3 dos americanos tem conhecimento básico sobre ciência. É algo realmente inacreditável, especialmente agora em que comemoramos o triunfo do conhecimento científico.

Em sua palestra à TED ocorrida em junho de 2012, a historiadora Laura Snyder falou sobre isso através da Sociedade do Café Filosófico. O grupo, que cunhou o termo "cientista", era formado por: Charles Babbage (inventou a calculadora mecânica e o primeiro protótipo do computador moderno), John Herschel (mapeou as estrelas do hemisfério sul), Richard Jones (economista que influenciou Karl Marx) e William Wheell (influenciou o mundo com a pesquisa sobre marés).

Eles conseguiram quatro grandes revoluções:
  • Propagação do método indutivo em todas as ciências, tendo influenciado Charles Darwin;
  • Popularização da ciência com os não-cientistas;
  • Criação de novas instituições científicas, com pesquisadores atuantes e abertura para participação das mulheres;
  • Financiamento externo para ciência.

E lá se foram 180 anos... Hoje temos Twitter e Facebook para nos distrair. Laura Snyder alerta que sem eles poderíamos ser muito mais produtivos. Cita como exemplo John Herschel, que em seu tempo livre coinventou a fotografia. E você, inventou o quê?

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A arte da organização obsessiva

08/08/2012 às 18:13

Há pouco tempo aprendi através do livro A Nova Desordem Digital que hoje já não existe um jeito "certo" de organizar as coisas. Com a Internet tivemos acesso a uma miscelânea de informações que nos desafiam a encontrar um papel nessa gigantesca teia. Assim, a "bagunça digital" se torna o mais poderoso método de geração e propagação de conhecimento que a humanidade já teve acesso.

Indiferente a tudo isso, o fotógrafo e comediante suíço Ursus Wehrli radicalizou. Transformou organização em arte! O resultado é muito divertido. Cheia de bom humor, a exposição "Kunst Aufräumen" brinca com nossos obsessivos métodos de padronização.


Perdas por movimetação

22/06/2012 às 18:42

Tirinha doméstica com exemplo de internalização do conceito de perdas do sistema produtivo, a partir da teoria de Shigeo Shingo & Taiichi Ohno.

Layout

Método japonês

20/06/2012 às 18:41

Dedicado ao meu professor Expedito Reis, uma tirinha com exemplo de aplicação do conceito Toyota na rotina do matrimônio.

Just in Time

Boris Casoy e o mal que aflige os capitalistas

02/01/2010 às 10:37

Durante o Jornal da Band, sem saber que o áudio estava sendo transmitido ao vivo, o apresentador Boris Casoy disse o seguinte sobre os garis: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras... (risos) O mais baixo na escala do trabalho... (risos)".

Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio

22/10/2009 às 18:28

Esse tipo de fenômeno faz muita gente questionar os rumos da educação no país. Eu prefiro enxergar uma oportunidade para rever nossos conceitos sobre trabalho e vocação. O velho e bom Max Weber há muito defendia sua tese sobre a ética do capitalismo. Vale a pena dá uma olhada na resenha do livro.
Com inscrições abertas desde o dia 7, o concurso público para a seleção de 1.400 garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo e 3.180 com superior incompleto, segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana). Para participar do concurso, basta ter concluído a quarta série do ensino fundamental. As inscrições terminam amanhã. (Fonte: Folha de S.Paulo)

A importância da simplicidade na comunicação empresarial

11/07/2006 às 04:52

Pesquisas de Marcus Buckingham, ex-consultor do instituto Gallup internacional, publicada por Lauren Keller Johnson na Harvard Management Update, demonstram que a qualidade mais importante de um líder empresarial é a capacidade de transmitir as informações com clareza à sua equipe.

A grande maioria dos livros diz que os bons líderes devem ser passionais, craques na arte de falar, ter uma mente estratégica brilhante e um grande tato com seus seguidores [nossa!]. Marcus Buckingham, autor do livro "A Única Coisa que Você Precisa Saber" (ed. Campus), joga por terra essa crença. Na opinião dele, não é necessário que os líderes tenham tais qualidades [ufa!].

Segundo ele, o mais importante é a capacidade de transmitir com clareza às equipes que comandam as seguintes informações: 1) a quem a equipe serve; 2) o que permitirá que supere seus concorrentes; 3) como será medido o desempenho da equipe; e 4) que ações a ajudarão a cumprir seus objetivos.

Ao tentar responder a quem sua empresa serve, Buckingham avisa que não se deve definir os clientes segundo dados como nível de renda ou hábitos de consumo. Defina-os segundo o que querem ou necessitam de você. Simples? Nem tanto. Eficiente? Pode ter certeza.

Para descobrir sua força central, faça algumas perguntas, tais como: Minha equipe se destaca pela capacidade de formar alianças com outros grupos da organização? Pela qualidade do serviço que ofereço? Por detectar oportunidades que passam despercebidas pelos demais? Faça sua equipe pensar.

Buckingham sustenta que definir seu ponto forte mais básico é uma maneira de comunicar aos funcionários como conseguirão triunfar no futuro, usando essa fortaleza justamente para superar os adversários e transpor obstáculos. Assim, substituirão a ansiedade de futuro por confiança e flexibilidade.

Depois disso é preciso mensurar. E é nesse ponto que surgem a maioria dos erros. "Você pode ficar tentado a incluir 10 ou 20 indicadores diferentes para avaliar os aspectos distintos do desempenho de seus funcionários. Tudo bem, mas não comunique aas não comunique a eles", avisa Buckingham.

O especialista defende que só lhes seja apresentado um único indicador que sirva para medir seus avanços. E os comportamentos descritos por tal indicador devem estar sob o controle do funcionário, ou seja, cada pessoa deve poder fazer algo para melhorar sua pontuação em relação ao indicador proposto.

Porfim, os líderes eficazes analisados por Buckingham demonstravam dois tipos de comportamento para inspirar seus seguidores e fomentar o comportamento que queriam despertar neles: a ação "simbólica" e a "sistemática".

A "ação simbólica" capta a atenção do funcionário e deixa claro para ele o tipo de futuro que o líder tem em mente. A "ação sistemática", ao contrário, interrompe as rotinas diárias e obriga as pessoas a envolver-se em novas atividades necessárias para servir os clientes, aproveitar as fortalezas essenciais e conseguir um desempenho superior nos indicadores-chave.

Com esses quatro passos Buckingham acredita que os líderes conseguirão sucesso a longo prazo. Claro que líderes passionais e craques na arte de falar sempre terão destaque, mas quantos deles você encontra por aí?

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