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Servidão voluntária e o medo à liberdade, por Leandro Karnal

05/11/2015 às 22:49

Ótima aula do Leandro Karnal sobre o medo à liberdade no Café Filosófico, tomando como base o livro "Discurso da servidão voluntária" (1576), de Étienne de La Boétie. Destaque para os exemplos políticos do Brasil de hoje.

A tirania da felicidade, por Luiz Felipe Pondé

09/05/2015 às 11:00



Palestra muito divertida do Prof. Luiz Felipe Pondé sobre a tirania da felicidade. Destaque para o trecho em que ele declara que o homem perdeu o interesse por Deus na medida que teve acesso a médicos e advogados. Um para as enfermidades e outro para livrar dos pecados. Achei uma forma curiosa de resumir a briga entre ciência e religião.

Dica da Profª Maria Do Carmo Bedard.

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Administração na lista das 10 piores perspectivas de carreira

21/08/2014 às 19:41

A empresa PayScale, que atua no setor de benefícios e informações sobre remuneração, publicou o resultado de uma pesquisa que aponta os profissionais dos EUA que se sentem menos recompensados pelo mercado de trabalho.
A baixa remuneração e a ausência de correlação entre emprego e conhecimento acadêmico são os dois principais fatores focalizados pela pesquisa. O estudo ainda destaca que 9 dos 10 cursos menos promissores são dominados por mulheres. Entre outras razões, a diferença entre os gêneros é atribuída ao fato de que profissões que pagam mais, como engenharia, ainda têm escassa representação feminina. (Fonte: Exame)
Veja o ranking completo:

Curso% de "subempregados"
% dos que se sentem mal pagos
% dos que não aplicam sua formação
Empregos comuns para quem tem o diploma
1º) Justiça Criminal
62,4%
78,7%
19,1%
Assistente legal ou paralegal, policial
2º) Administração de empresas
60,0%
81,2%
16,7%
Representante de SAC, gerente de loja
3º) Gestão de saúde
57,6%
83,8%
13,8%
Especialista em dados médicos, faturador em consultórios
4º) Estudos interdisciplinares
54,5%
76,1%
17,4%
Caixa, auxiliar de escritório
5º) Sociologia
52,5%
79,4%
15,9%
Assistente de professor, recepcionista
6º) Língua e literatura inglesas
52,1%
75,3%
21,3%
Auxiliar de escritório, assistente paralegal
7º) Design gráfico
51,5%
84,6%
10,3%
Desenvolvedor web, assistente de marketing
8º) Artes liberais
50,3%
64,9%
24,7%
Gerente de loja, bancário
9º) Educação
50,0%
73,6%
20,8%
Professor de educação infantil, tutor
10º) Psicologia
49,5%
70,7%
23,8%
Assistente de RH, vendedor

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A Sociologia de Max Weber

30/07/2013 às 21:48



Pequena aula do Professor Rodolfo Neves para pré-vestibulandos sobre a concepção de Max Weber para Sociologia. Os bizus para não perder questões são:
  • A ciência social trabalha com noção de objetividade possível -- e não total;
  • Não existe uma linha evolutiva da sociedade -- como imagina o positivismo --, ela é um feixe inesgotável de fatos, devendo ser observada em casos isolados;
  • Uma ação social parte de um indivíduo para outro indivíduo -- com o fim específico, mesmo sem certeza do resultado (ex: aperto de mão);
  • Os valores e as práticas de um grupo podem ser reciprocamente aceitas, tornando a ação social em uma relação social (ex: missa);
  • O tipo ideal é o exagero da realidade, transformando um aspecto da sociedade em um recorde conceitual;
  • A Sociologia é não determinista, não devendo ser usada para explicar a realidade e sim o contrário;
  • A ciência estuda o que é, a política o que deveria ser;
  • Não existe um único modelo de dominação;
  • A significação cultural explica eventos a partir da realidade atual (ex: queda do Império Romano hoje é observado na perspectiva econômica).
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As 5 fases do Crescimento Organizacional

20/07/2013 às 23:24

Uma das mais complexas habilidades exigidas do administrador é a capacidade de adaptação aos diferentes tipos de organização. Teixeira (2010), no livro Fundamentos da Administração, cita o artigo "Evolução e Revolução no Crescimento Organizacional", de Greiner (1998). Publicado originalmente na Harvard Business Review, o autor apresenta cinco fases do crescimento, decorrentes do tamanho e da idade da organização.

Categoria Fase 1 Fase 2 Fase 3 Fase 4 Fase 5
Foco Fazer ou vender Eficiência das operações Expansão do mercado Consolidação da organização Solução de problemas e inovação
Estrutura organizacional Informal Centralizado e funcional Descentralizado e geográfica Linha e staff, grupo de produtos Equipes matriciais
Estilo da alta administração Individualista e empreendedora Diretivo Delegação Cão de guarda Participativo
Sistema de controle Resultados no mercado Padrões e centros de custo Relatórios e centros de lucro Planos e centros de investimento Fixação mútua de metas
Recompensa enfatizada Propriedades Aumentos satisfatórios e méritos Bônus individuais Participação nos lucros e opções acionárias Bônus para a equipe

Empresas crescem paulatinamente e não em saltos. E esse é o ponto ponto chave na vida organizacional. Para o administrador, o autor afirma que a manutenção de hábitos incompatíveis com o porte restringe a evolução dos negócios. "O crescimento fará com que o dirigente enfrente situações novas: maior complexidade administrativa, maior número de contatos (tanto internos como externos), ciclos temporais maiores, exigindo que ele mude sua forma de atuar."

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Supply Chain Management e sua complexa natureza

09/05/2013 às 10:19



Vídeo-aula criada pelo Departamento de Supply Chain Management da Arizona State University para explicar a importância do Administrador da Cadeia de Suprimento. O exemplo de uma simples garrafa d'água de US$ 1,50 é usado para apresentar a complexa natureza do SCM.

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A Sociedade do Café Filosófico, uma breve história da ciência

06/05/2013 às 12:29



Humanos e dinossauros habitaram a Terra ao mesmo tempo? Qual a proporção da Terra é coberta pela água? Com perguntas simples como essas, um estudo apontou que apenas 1/3 dos americanos tem conhecimento básico sobre ciência. É algo realmente inacreditável, especialmente agora em que comemoramos o triunfo do conhecimento científico.

Em sua palestra à TED ocorrida em junho de 2012, a historiadora Laura Snyder falou sobre isso através da Sociedade do Café Filosófico. O grupo, que cunhou o termo "cientista", era formado por: Charles Babbage (inventou a calculadora mecânica e o primeiro protótipo do computador moderno), John Herschel (mapeou as estrelas do hemisfério sul), Richard Jones (economista que influenciou Karl Marx) e William Wheell (influenciou o mundo com a pesquisa sobre marés).

Eles conseguiram quatro grandes revoluções:
  • Propagação do método indutivo em todas as ciências, tendo influenciado Charles Darwin;
  • Popularização da ciência com os não-cientistas;
  • Criação de novas instituições científicas, com pesquisadores atuantes e abertura para participação das mulheres;
  • Financiamento externo para ciência.

E lá se foram 180 anos... Hoje temos Twitter e Facebook para nos distrair. Laura Snyder alerta que sem eles poderíamos ser muito mais produtivos. Cita como exemplo John Herschel, que em seu tempo livre coinventou a fotografia. E você, inventou o quê?

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Carlos Nelson Coutinho e a validação do método marxista diante desse novo ciclo capitalista

23/09/2012 às 10:50



Na última quinta-feira (20) faleceu o filósofo baiano Carlos Nelson Coutinho. Seu maior legado é a paixão pelo método marxista. Reconhecidamente um dos maiores tradutores em Karl Marx, ele deixa 17 livros publicados, com destaque para "Gramsci, um estudo sobre seu pensamento político" e "A democracia como valor universal".

Assista neste post uma entrevista do cientista político ao programa Milênio, do canal GloboNews. Entre outras, Carlos Nelson Coutinho explica que ser marxista não significa repetir ao que Marx fez, significa ser fiel ao método de Marx. É apreender o real como movimento dinâmico e contraditório. Portanto, marxistas não são animais em extinção e sim em mutação!

Dica do Professor Ricardo Vernieri.

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O estilo de gestão de Jack Welch

19/09/2012 às 19:29



Jack Welch é um dos líderes mais admirados do mundo corporativo. Aposentou-se em 2001, pouco depois de ser eleito o Gerente do Século pela revista Fortune. O ex-CEO da General Electric representa o símbolo máximo de modelo de gestão que vem inspirando administradores em todo o mundo. Nesse vídeo ele apresenta um pouco do seu estilo:
  • Dê importância as valores da empresa;
  • Defina regras;
  • Deixe claro à todos que as condutas erradas não serão toleradas;
  • Defina sua missão de forma clara e aponte para onde deseja ir;
  • Fale sem rodeios, em linguagem simples;
  • Trate com amor os 10% da equipe que representam os melhores funcionários;
  • Tenha cuidado com os 10% piores; e
  • Treine bastante os 80% restantes.
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Quanto vale a Apple?

03/09/2012 às 18:43

Hoje fiquei espantado com a notícia de que a Apple vale mais que 13 maiores empresas brasileiras juntas. A Maçã é maior que a soma de outras gigantes de tecnologia: Google, Facebook, Intel, HP, Amazon, eBay, Yahoo, Dell, AOL e Groupon. O preço de todas as ações da companhia passou dos US$ 630 bilhões, consagrando a empresa criada por Steve Jobs como o maior valor de mercado da história!

É assustador pensar em tanto poder mas mãos de um única empresa. Tudo bem que há 10 anos eu tinha esse mesmo medo da Microsoft. Hoje sabemos que o monstro não era tão feio. De todo modo, pensar que a Apple é três vezes maior que o Google cabe uma reflexão.

A arte da organização obsessiva

08/08/2012 às 18:13

Há pouco tempo aprendi através do livro A Nova Desordem Digital que hoje já não existe um jeito "certo" de organizar as coisas. Com a Internet tivemos acesso a uma miscelânea de informações que nos desafiam a encontrar um papel nessa gigantesca teia. Assim, a "bagunça digital" se torna o mais poderoso método de geração e propagação de conhecimento que a humanidade já teve acesso.

Indiferente a tudo isso, o fotógrafo e comediante suíço Ursus Wehrli radicalizou. Transformou organização em arte! O resultado é muito divertido. Cheia de bom humor, a exposição "Kunst Aufräumen" brinca com nossos obsessivos métodos de padronização.


Perdas por movimetação

22/06/2012 às 18:42

Tirinha doméstica com exemplo de internalização do conceito de perdas do sistema produtivo, a partir da teoria de Shigeo Shingo & Taiichi Ohno.

Layout

Método japonês

20/06/2012 às 18:41

Dedicado ao meu professor Expedito Reis, uma tirinha com exemplo de aplicação do conceito Toyota na rotina do matrimônio.

Just in Time

6º ENAPI - Encontro dos Administradores do Piauí 2010

07/09/2010 às 16:23

Devido à sua característica multidisciplinar, eventos de Administração costumam transformar-se numa congregação de profissionais de diversas áreas. Com o 6º ENAPI - Encontro dos Administradores do Piauí, não deve ser diferente. O evento começa nessa próxima quinta-feira e promete explorar o impacto das novas tecnologias no mundo dos negócios. Veja o folder do evento com os horários das palestras e minicursos. Depois volto aqui para comentar se foi isso mesmo que rolou por lá.

6º ENAPI - Encontro dos Administradores do Piauí

Do telefone de lata, às mais altas tecnologias. A comunicação sempre foi fator fundamental para quem quer avançar no mercado de trabalho. E um ingrediente necessário para tornar-se um grande Administrador. Por isso, o Conselho Regional de Administração - CRA-PI convida a todos os Administradores a participarem do ENAPI 2010. De 9 a 11 de setembro, no Centro de Convenções do Rio Poty Hotel. Com a presença de grandes palestrantes como: Márcio Kühne, Carlos Alberto Júlio, Yann Duzert, Marcelo Fortes e Álvaro Salmito. Trazendo a temática Informação - Desafio de Alta Performance, o evento comemora também o dia do Administrador (9/09) com muita informação, cultura e conhecimento. Vai ficar de fora? (Fonte: CRA-PI)
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Boris Casoy e o mal que aflige os capitalistas

02/01/2010 às 10:37

Durante o Jornal da Band, sem saber que o áudio estava sendo transmitido ao vivo, o apresentador Boris Casoy disse o seguinte sobre os garis: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras... (risos) O mais baixo na escala do trabalho... (risos)".

IV Fórum de Administração

01/11/2009 às 15:11

Dia 5 e 6 de novembro, será realizado no auditório da Assembleia Legislativa do Piauí o IV Fórum de Administração. Com organização do Instituto Camillo Filho - ICF, o fórum tem como tema o mercado profissional do Administrador e suas áreas de atuação. Todos estão convidados.

IV Fórum de Administração

Dica do Dannilo.

Concurso para garis atrai 22 mestres e 45 doutores no Rio

22/10/2009 às 18:28

Esse tipo de fenômeno faz muita gente questionar os rumos da educação no país. Eu prefiro enxergar uma oportunidade para rever nossos conceitos sobre trabalho e vocação. O velho e bom Max Weber há muito defendia sua tese sobre a ética do capitalismo. Vale a pena dá uma olhada na resenha do livro.
Com inscrições abertas desde o dia 7, o concurso público para a seleção de 1.400 garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo e 3.180 com superior incompleto, segundo a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana). Para participar do concurso, basta ter concluído a quarta série do ensino fundamental. As inscrições terminam amanhã. (Fonte: Folha de S.Paulo)

Funerária de sonhos

23/05/2009 às 22:59

Caco Galhardo

Recursos Humanos e a cultura de alto desempenho

22/10/2006 às 20:12

Na revista HSM Management (ed. 58 de set-out/2006), Libby Sartain, vice-presidente do Yahoo!, aborda o momento meio "confuso" que hoje vivem os profissionais de Recursos Humanos (RH). Segundo a especialista, o único caminho para o RH entrar nos trilhos é uma transformação em seu papel dentro das empresas. O profissional de RH tem que assumir a responsabilidade e tornar-se um "agente de mudança" no processo de criação de uma cultura de alto desempenho.

Mas por onde começar? Onde o setor de RH pode agregar mais valor? Libby acredita que tudo começa com discussões ampla sobre a cultura da empresa, através de pesquisas, fóruns e entrevistas envolvendo todos os níveis. Também é preciso reavaliar os estilos de liderança, os programas de RH e as práticas do setor para determinar os fatores que movem e reforçam a cultura.

Toda mudança causa resistência, é fato. Mas existe uma maneira simples de diminuir o impacto da mudança: fale a verdade. Escreva um estudo de caso e estimule as pessoas a pensar. Por que é preciso mudar? De que maneira as mudanças desejadas na cultura da empresa podem dá apoio à estratégia corporativa?

Conhecido a situação da empresa, vamos definir a cultura desejada. É hora de colocar a equipe de liderança para trabalhar. Ponha em debate os valores essenciais que sua empresa deve ter, o comportamento desejado e a visão que será comum a todos. Somente com esses elementos essenciais o esforço de mudança cultural terá êxito.

Pronto! Tudo bem elaborado e discutido. Chegou a hora de colocar tudo no papel. Desenvolva um plano de ação para reforçar a cultura e promover a mudança. "Comece com as prioridades e dedique-se a solucionar as mais complicadas. O modo como as coisas são feitas deve reforçar a cultura."

Prestou atenção que até agora a arquitetura desse novo plano ficou no nível estratégico? Pois essa é a hora de repassar as conclusões dos líderes. Comunique o que tem de ser mudado e o por quê da mudança. Nessa hora você e sua equipe vão precisar muito da contribuição das pessoas para a definição das alterações dos processos. Posteriormente esclareça quais são as expectativas e divulgue as vantagens de mudar.

Passado essa etapa, chega um dos momentos mais críticos. Chegou a hora de mudar a estrutura organizacional para viabilizar as transformações. A dica aqui é: "monte equipes para projetos específicos. Amplie as atribuições e responsabilidades."

E sabe qual o erro mais comum? Depois dessa trabalheira toda, você acaba contratando qualquer profissional. Por favor, contrate pessoas compatíveis com a nova cultura planejada para sua empresa. Entenda, "se você tiver de escolher entre um candidato com habilidades e conhecimento melhores mas pouca adequação ao código cultural, e outro um pouco menos qualificado mas com boa adequação cultural, prefira o segundo e ofereça a ele o treinamento e o desenvolvimento necessários", aconselha Libby.

Beleza, gente nova entrando na empresa. O que fazer? Recrie seus processos de incorporação a esses novos colaboradores. E também "certifique-se de que os recém-contratados conhecem bem o que é esperado deles e compreendem as normas culturais da organização. Converse sobre as formas de trabalho que conduzem ao sucesso e esclareça as posturas que podem prejudicar o desenvolvimento profissional." Dica: recorra a relatos exemplares, enfatizando os sucessos e fracassos. Ele entenderá o recado.

Ah, eu ia esquecedo. Divulgar a nova cultura não basta. Sua empresa deve ter práticas que alimentem os funcionários de mensagens sobre a nova cultura. Empresas são como seres vivos, precisam ser alimentadas. Não deixe esse gigante com fome. A maneira mais comum usada pelas grandes corporações é difundir nas reuniões, nos programas de treinamento e em todo o material de comunicação, mensagens culturais que reforçam os valores, a missão, as tradições e as práticas da empresa.

Noto que estamos navegando muito pelo campo teórico. Essa é uma zona perigosa. Para fugir dessa armadilha, "faça com que todos se comprometam; não deixe ninguém de fora". Nem que para isso você tenha que montar equipes multifuncionais. Você também pode reunir grupos aleatórios de funcionários para reuniões mensais em cafés-da-manhã ou almoços. Quem sabe até você consiga o "apoio de pessoas apaixonadas pela idéia de identificar possíveis desajustes culturais e sugerir soluções para eles." Já pensou?!

Seja ético. "Construa uma marca interna capaz de reforçar a marca externa. Comprometa-se a proporcionar uma experiência coerente aos funcionários. Certifique-se de que os colaboradores conhecem os elementos de sua experiência profissional que favorecem sua carreira e sua vida profissional. Procure criar uma reputação de bom local de trabalho tanto dentro como fora da empresa."

No final de tudo, o mínimo que se espera é que você saiba reconhecer e premiar os bons resultados. "O reconhecimento e o sistema de recompensa devem ter consonância com a cultura que você está tentando reforçar."

Tudo vai começar a andar... e o que vai aparecer? Problemas! Principalmente com as lideranças, eu garanto. Nesse momento não preca a oportunidade de associar-se com líderes que sejam promotores da nova cultura. "Identifique as lideranças com maior potencial e invista nelas, por meio de programas de desenvolvimento de lideranças. Assegure-se de que esses programas reforcem as mensagens culturais. Não poupe esforços para manter quem atua como multiplicador da cultura."

E enfim, relaxe. Isso, tente tornar as coisas divertidas e interessantes. "Crie desafios e atividades que reafirmem a cultura. Lembre-se de que comemorações e eventos ajudam nesse processo." Embora não pareça, o pessoal dos Recursos Humanos estão aí para isso mesmo!

Antropologia do capitalismo

21/07/2006 às 02:55

Antropologia vem do grego anthropos, que significa homem, e logos, que quer dizer estudo. É o estudo da Humanidade. Segundo Hoebel & Frost (1976) essa disciplina é responsável pela busca do conhecimento do ser humano em sua totalidade, ou seja, suas características biológicas e socioculturais.

Dessa maneira, a Antropologia procura entender o universo psíquico, bem como a relação entre os indivíduos e culturas, suas histórias, linguagens, valores, crenças e costumes. Isso inclui a origem, a evolução e as ações da humanidade.

Tendo um campo tão vasto de estudos, a antropologia se divide em dois grandes temas: a Antropologia Física e a Antropologia Cultural (ou Etnologia). Para o Marketing o objeto de estudo é a Antropologia Cultural, também chamada de Antropologia Social ou Antropologia Socio-cultural.

Em artigo para a Agência FAPESP, publicado no Portal Administradores, Eduardo Geraque diz ser inegável que a lógica capitalista da sociedade brasileira está instalada no cotidiano das relações urbanas. Ele diz isso baseado no Grupo de Culturas Empresariais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), liderado pelo antropólogo Guilhermo Ruben.

"É importante que esses fenômenos sejam estudados. É uma forma de se fazer uma espécie da antropologia do capitalismo brasileiro", disse Ruben. O grupo do qual está à frente, hoje com 15 pessoas, está voltado para o assunto desde a década de 1980, tendo produzido, desde então, dezenas de publicações e teses científicas.

Outro pesquisador desse grupo, Pedro Jaime, diz que depois de toda a experiência adquirida nos últimos anos, é possível entender bem como as relações antropológicas estão estabelecidas nas empresas brasileiras. "Não podemos classificar uma cultura empresarial brasileira única. Mas muitas matrizes culturais do brasileiro estão bastante presentes nas empresas. Existem fluxos importantes dessas dimensões culturais, que podem até determinar o fracasso e o sucesso dos negócios de determinado grupo", disse Jaime.

Por isso é importância compreender as relações sociais das corporações para entender a lógica do mercado. Guilhermo Ruben, citado por Eduardo Geraque acredita que somente assim os antropólogos terão condições de interferir de forma mais criteriosa sobre determinada realidade empresarial. "Muitas vezes, tem-se a idéia de que é como apertar um parafuso. Basta pegar uma chave de fenda e o problema estará resolvido. Mas não é esse o caso. A interferência tem que ser feita de outra forma, sempre com muito diálogo", explica o professor da Unicamp.

Esse universo é tão rico que permite uma série de correlações entre o desenvolvimento do capitalismo impregnado na cultura brasileira. "Estudamos também, por exemplo, cooperativas do Nordeste e bancos populares. Até mesmo comunidades indígenas e quilombolas querem se inserir no mundo capitalista", conclui Ruben.

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