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O que o mundo inteiro come?

13/06/2007 às 22:07

Cultura existe para satisfazer às necessidades das pessoas dentro de uma sociedade. Não só isso, Schiffman & Kanuk (1997) explicam que a cultura oferece ordem, direção e orientação em todas as fases da solução do problema humano, incluindo as necessidades psicológicas, pessoais e sociais. Sebastião Vila Nova (2000) segue a mesma linha quando afirma que "na medida em que a cultura compreende uma regulamentação da satisfação de necessidades, ela estabelece limites a essa satisfação".

Ele lembra que, proporcionando ao homem um meio de satisfazer suas necessidades, a cultura nem sempre é inteiramente harmonizada com as condições orgânicas de nossa espécie. Ao contrário, a cultura, em geral, implica alguma violação da condição natural do homem. O uso do paletó e da gravata e de tecidos e cores incompatíveis com o bem-estar humano em regiões de clima tropical, são um exemplo do caráter arbitrário da cultura e de como ela nem sempre representa a forma mais adequada de adaptação do homem às condições ambientais.

Os professores de mercadologia da FGV-EAESP (2003) dizem que "dependendo da cultura de cada pessoa (por exemplo, preferir ler a ver TV, ou música sertaneja a rock), haverá maior ou menor predisposição ao consumo e, conseqüentemente mercado maior ou menor para determinados produtos e serviços". Um exemplo disso é o consumo de carne bovina, proibida aos hindus, da mesma forma que a carne de porco é interditada aos muçulmanos.

Segundo Schiffman & Kanuk (1997), "padrões sobre quando comer (p.ex: não entre as refeições), onde comer (p.ex: em um restaurante cheio, pois provavelmente a comida é boa) e o que é apropriado para comer (p.ex: no café da manhã, sucos e cereais), são determinados pela cultura". Dentro de um mesmo país você poderá deparar-se com uma enorme variedade matinal, como o beiju de Teresina, o cuzcuz de Natal, o mungunzá da Paraíba, a mortadela de São Paulo, o pão-de-queijo em Belo Horizonte, enfim, são essas diferenças que irão conduzir os profissionais de marketing.

Émile Durkheim (1995) teoriza que o comportamento de consumo sob o prisma sociológico. Para o mestre, ao dizer "prefiro a cerveja ao vinho", emito julgamentos que podem parecer avaliações, mas que não são. No fundo são simples julgamentos de realidade. Eles dizem unicamente de que maneira nos comportamos em face de certos objetos; que gostamos destes, que preferimos aqueles. Ao consumir beiju ao invés de pão-de-queijo no café da manhã, o consumidor não emite julgamentos de realidade, apenas mantém o padrão de consumo de seus antepassados.

Quer ver uma aplicação prática disso tudo? A revista Time, em parceria com a rede CNN, rodou o mundo convidando famílias a mostrarem o que comem, quanto gastam com alimentação e outras curiosidades. O resultado é uma incrível reportagem fotográfica feita por Peter Menzel para o livro "Hungry Planet" (compre aqui). Uma excelente aula Marketing Cultural. Veja mais no site da Time.


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Equador


Grã-Bretanha


Japão


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México


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O perfil do profissional de vendas

08/07/2006 às 12:38

Em 2006, a ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) completa meio século de existência. Nesse período, ela se consolidou como uma das mais expressivas associações no Brasil. Nesse ano de comemoração a ADVB vem realizando uma série de pesquisas. Eu já comentei uma sobre o perfil do profissional de Markerting (veja meu post). Hoje transcrevo os comentários sobre a pesquisa inédita sobre o profissional de vendas. O estudo mostra as ambições, rendimentos e escolaridade desse vendedor B2B.

Em resumo, o profissional de vendas possui, em sua maioria, ensino superior completo, renda média pessoal de R$ 2.460,00 e não planejou o ingresso na carreira. Porém, estão na profissão há cerca de 10 anos e têm como meta futura o aumento da carteira de clientes, além de serem donos do seu próprio negócio. Quanto à sua contratação, as empresas levam em consideração principalmente o tempo de experiência na área.

Estes são apenas algumas das conclusões do estudo, que entrevistou por telefone 300 profissionais atuantes em departamentos de vendas de empresas da capital paulista. A amostra foi dividida de forma homogênea entre homens (51%) e mulheres (49%), dos segmentos de comércio (40%), indústria (35%) e serviços (26%).

O início na área é tema de destaque, 75% dos entrevistados começaram na carreira por acaso, sem planejamento prévio. Desses, 39% foram convidados a trabalhar com vendas e se adaptaram, e 32% estavam desempregados e o segmento foi uma alternativa de trabalho. O estudo mostra, ainda, que os profissionais costumam ter uma trajetória constante. Mais de 1/3 dos profissionais que trabalham em comércio e serviços atuam com vendas há 5 anos.

Para a contratação de um vendedor, aparece no estudo como principal critério de avaliação, a sua experiência na área (46%), seguido de análise do currículo vitae (19%), o que explica a constância dos profissionais num mesmo segmento.

Quanto ao grau de escolaridade, o resultado muda bastante a imagem que se tem da carreira. Do total da amostra, 56% declararam possuir ensino superior incompleto/completo e pós-graduação. Já 42% cursaram até o ensino médio completo. A área requer cada vez mais qualificação e em muitos casos conhecimentos técnicos e específicos.

Independente do setor de atuação, 74% da amostra são registrados (CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas), sendo que mais da metade dos entrevistados, 53%, têm como forma de remuneração o salário fixo mais uma comissão, que pode ou não ter dedução de impostos. Outros 32% possuem apenas remuneração fixa, na qual a maior incidência é entre as mulheres 39% contra 25% de homens.

Entre aqueles que recebem na forma fixo mais comissão, a média salarial é de R$ 2.600,00, ou seja, R$ 3.400,00 entre os homens e R$ 1.700,00 entre as mulheres. Para aqueles que atuam na indústria, a média é de R$ 4.300,00; no comércio, R$ 1.700,00; e em serviços, R$ 2.300,00.

Já para aqueles que têm apenas remuneração fixa, a média salarial é de R$ 1.700,00. Os homens recebem em torno de R$ 2.100,00 e as mulheres, R$ 1.500,00. Pelo setor de atuação, para os profissionais da indústria, a média é de R$ 1.800,00; no comércio, R$ 1.300,00; e em serviços, R$ 2.200,00.

Aos que ganham algum tipo de comissionamento (67% da amostra), é pago um percentual médio de 5%. Para os homens a média é de 6% e para as mulheres 5%. Levando em conta o setor, os profissionais de serviços são os que possuem uma porcentagem maior, 8%, seguidos pelos vendedores do comércio, 5%, e, por último, da indústria, 3%.

O mais constante instrumento de avaliação usado pelas empresas para medir o desempenho de seus profissionais é o alcance de metas e resultados (77%). Em segundo lugar vem a evolução de seu relacionamento com os clientes (15%).

A pesquisa também levantou as formas de incentivo e motivação oferecidos aos vendedores. Para 34% dos contatados, não há em sua empresa nenhum mecanismo de incentivo ou motivação. Para o restante, eles acontecem no formato financeiro (prêmio ou bonificações em dinheiro), através de festas ou de formas diversas, como cursos, viagens, premiação com aparelhos eletrônicos, jantares, entre outros.

Em 49% das empresas há incentivo para que seus vendedores participem de cursos e treinamentos. Entre os segmentos, 62% das organizações de serviços incentivam a capacitação profissional, seguidos pela indústria, com 46% e o comércio com 44%.

Questionados sobre suas evoluções pessoais e profissionais, 95% dos entrevistados declararam ter percebido esse crescimento. Entre os pontos citados por eles, está a melhora no relacionamento com as pessoas, tornando-se mais comunicativos (49%); além do aumento dos conhecimentos em vendas e suas técnicas (19%), maior experiência e segurança (18%), entre outros.

13ª Convenção Lojista do Piauí

15/04/2005 às 23:48

Na 13ª Convenção Lojista do Piauí, as duas palestras que mais me chamaram a atenção foram a do Içami Tiba e do Clemente Nobrega.

O objetivo do palestra do Içami foi mostrar um manual de como criar um filho. Ele começou mostrando para a platéia que os tempos mudaram, a educação dos filhos mudou, tudo isso em apenas duas décadas. O novo pai e a nova mãe, devem está preparados para se impor diante do filho. Ele destacou que o desafio para mãe é ainda maior, pois as mulheres sempre deixam o lado afetivo dominar a disciplina, prejudicando a educação dos filhos.

Clemente Nobrega, esse é craque, passou uma série de informações sobre a evolução do Marketing. Explorou os exemplos da Wal-Mart, McDonald's e Casas Bahia. Tudo para mostrar que a empresa do século XXI tem seu foco no processo e não no produto. Hoje, segundo ele, os produtos são commodities, ganha o jogo quem conseguir ser melhor em processo. Clique aqui e veja uma apresentação do livro Antropomarketing.


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