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Apple lança iPhone SE com tela mais popular

22/03/2016 às 13:40


Gostei da estratégia comercial da Apple de lançar o iPhone SE e o iPad Pro com tamanho de tela mais popular e preços convidativos.

Essa ideia de que "quanto maior, melhor", parece ter ficado no passado. Celular deve respeitar os limites físicos dos usuários. Telas grandes são desconfortáveis para uso e transporte. Também percebo maior risco de LER/DORT.

Acredito que os próximos lançamentos acompanharão essa tendência. Com o iPad Pro também foi assim. Uma versão gigante e uma mediana. Com o mesmo hardware. Quero ver agora como os desenvolvedores irão se adaptar a essa tendência. Cada tamanho de tela responde por uma experiência diferente.

O decepcionante mesmo foi o evento. Sempre com muita expectativa, a Apple não conseguiu surpreender. Mas quem sabe em um futuro próximo eles consigam apresentar um produto tão convergente quanto o smartphone HP Elite X3. Esse sim tem potencial revolucionário!

O Guia Quatro Rodas completa 50 anos!

01/08/2015 às 11:29

O que leva alguém a comprar o Guia Quatro Rodas? Aplicativos como o TripAdvisor fazem exatamente o mesmo que a publicação: avaliações de hotéis, restaurantes, atrações e dicas de roteiro. Melhor ainda... Os usuários atualizam as avaliações o tempo inteiro, postam imagens e ampliam a abrangência da análise. Além de ser R$ 37,00 mais barato.

Então por que alguém ainda compra o guia em papel? Eu não sei. Continuo comprando o Guia Quatro Rodas como se ainda estivesse nos anos 1990. Acho os átomos mais seguros que os bits. Certamente uma telinha de pixels ajuda bastante, mas nada como um amigo real nas horas mais difíceis.

CEO do Google e os novos caminhos da tecnologia que podem mudar o mundo

20/12/2014 às 13:59

Admiro Larry Page e o milagre da evolução do Google. Mas nessa palestra ao TED, gravado em março de 2014, ele decepciona. Foge das perguntas, muda a direção do debate e pouco acrescenta. Ele prefere chamar atenção para projetos que nada tem a ver com nosso futuro, como bicicletas andando sobre florestas. O entrevistador Charlie Rose chega a ficar constrangido com a baixa interatividade do CEO do Google. Surpreendentemente chato.

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Sony lança celular para quem mora no aquário

26/08/2014 às 21:12


Criado pela agência Wieden + Kennedy, dos EUA, o singelo filme apresenta o Sony Xperia Z1S na nova fronteira para tecnologia mobile: a água.

É estranho. Eu sei que estão chegando diversos modelos no mercado. O próprio Samsung Galaxy S5 entrou na brincadeira do balde de gelo para mostrar sua resistência à água. Desafiou o Apple iPhone, Nokia Lumia 930 e HTC One M8. Mas realmente qual a utilidade usar um celular embaixo d'água?

As telas não funcionam, pois o uso das funções requer a transmissão por eletricidade. O wi-fi não conecta. Não pode mergulhar mais que alguns centímetros. Aguentam a pressão de apenas poucos minutos submerso. E só em água doce. Então por que usá-los no aquário?
Os smartphones à prova d’água são bem interessantes, mas principalmente em casos de acidentes – afinal, ninguém quer perder um aparelho caro por causa de um leve banho. Agora, usar o smartphone submerso é bem complicado. Até dá pra tirar fotos e fazer vídeos se estes forem iniciados por um botão ou ainda secos. Mas acessar a internet dentro da piscina, sem chance. Pelo menos por enquanto. (Fonte: Olhar Digital)
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Chegou a hora de viver Star Trek com o relógio inteligente da Samsung

21/10/2013 às 17:12



Nós sempre sonhamos com um relógio "inteligente". A agência 72andSunny, de Los Angeles-EUA, usou esse mote para promover o Samsung Galaxy Gear. Apresentado com destaque na feira de eletrônicos IFA, em Berlim, no começo de setembro, o relógio da Samsung tem tela de 1,63 polegadas Super Amoled (320x320), 4GB de HD, processador de 800MHz, 512MB de RAM, câmera de 1,9MP, Bluetooth 4.0 e pesa 73,8g.

Não é um bom produto. Faltam opções de conexão, há um baixo número de apps disponíveis, aparelhos concorrentes receberam críticas pelos problemas de funcionamento e a necessidade de levar a mão com o relógio para o lado da orelha não é natural. Ainda assim, a ideia é muito divertida. Há rumores que a própria Apple lançará seu modelo.

Espero que a tecnologia tenha uma boa aceitação. Mudanças radicais assim precisam da ajuda da sorte para cair no gosto popular. Mas... Quem sabe daqui alguns anos estaremos com o Galaxy Gear no braço e o Google Glass no rosto. Já pensou? Seria engraçado viver em um filme de Star Trek.

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Duolingo, o game do mundo dos idiomas

20/10/2013 às 00:01

Duolingo

Aprender uma nova língua é uma jornada especial. Um idioma permite não só o acesso ao código, mas a tudo que gira em torno dele. A geografia, tradições, música, literatura e cultura em geral. Somos chamados ao diário do país, suas histórias e perspectivas. E a regra geral para aprender uma nova língua é: busque o autoconhecimento.

A sala de aula presencial tem uma função muito mais emocional do que técnica. Apesar da extrema importância, não dá para conquistar algo consistente somente frequentando aulas. Nesse sentido, os sites de e-learning são grandes aliados do aluno. Existem diversas opções, como: Busuu (www.busuu.com), Livemocha (www.livemocha.com), Memrise (www.memrise.com), Learn English (learnenglish.britishcouncil.org/pt-br) e Duolingo (www.duolingo.com).

Hoje recomendo o Duolingo. O site e o app para smartphone. Visualmente é muito bem desenhado e organizado. O resultado é uma excelente dinâmica de transição dos exercícios e movimentação pelo aplicativo. O conteúdo é de ótima qualidade, com balanceamento entre teste de áudio, redação e compreensão textual. Há também uma estratégia de motivação com ranking de pontuação entre amigos e várias estatísticas de progressão no conteúdo.

O sistema avalia as questões que o usuário mais teve dificuldade e reforça em cima dos erros. De acordo com estudo de professores da Universidade de Nova Iorque e Universidade do Sul da Califórnia, 34 horas no Duolingo equivalem à habilidade de leitura e escrita adquiridas no primeiro semestre de uma universidade (mais de 130 horas).

Duolingo tem como diferencial o forte apelo à gratuidade sem programadas ou spams. É muito forte isso na filosofia do programa. E apesar da repetição entre as questões e do excesso de sons de sistema, Duolingo vale a pena. É garantia de diversão, reforço de conteúdo pré-adquirido e descoberta de novos idiomas. Serve como uma espécie de game do mundo dos idiomas.

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A velha vida digital

05/05/2013 às 17:50

Estamos em um ponto do processo de evolução da Internet que as Redes Sociais confundem-se com a própria Web. O cartunista John Atkinson, do blog Wrong Hands, demonstra essa evolução com maestria. A nossa vida real hoje em dia não passa de uma versão retrô do mundo digital? Sinal dos tempos?

Veja modelo em 3D do novo iPhone 5

21/09/2012 às 12:21

Enquanto não chega às lojas, os fãs da Apple agora podem navegar por um renderizador 3D do novo iPhone 5. É meio hipnotizante... Esse belo trabalho é criação do pessoal do Sketchfab.



Lembrando que as vendas do aparelho já começaram e o download do novo iOS 6 já está disponível para download. São 626MB de muitas novidades, não perca tempo!

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Converta suas fitas K7 através do iPhone

18/09/2012 às 18:37

Para quem -- assim como eu -- tem um monte de fita K7 em casa e não sabe o que fazer com elas, chegou a hora de evoluir meu amigo. A empresa Hammacher Schlemmer colocou à venda um conversor de fitas através do iPhone/iPad.

O processo é simples. Basta colocar a fita K7 no dispositivo e acessar o app de conversão. Pronto. Todo o áudio de estará salvo no iDevice em formato MP3. Também é possível ouvir diretamente o conteúdo das fitas através dos fones de ouvido.

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8 motivos para esquecer o iPhone 5

15/09/2012 às 11:31

Nessa quarta-feira a Apple lançou o novo iPhone 5. Como aconteceu no anterior, todo mundo está criticando as minguadas melhorias. Eu gostei. Veja o porquê:

  • Tela 0,5'' maior, agora em widescreen 16:9;
  • Aparelho 18% mais fino e 20% mais leve;
  • Conector com 22 pinos a menos, o que no mínimo garante menos poeira dentro do aparelho;
  • Novo processador A6 duas vezes mais rápido, melhorando o que já era bom;
  • Manutenção do designer de cantos arredondados em peça única, que encaixa bem na mão;
  • Novo fone de ouvido, que parece mais anatômico;
  • Conector do fone de ouvido na parte inferior, evitando a dobra do fio e usando a gravidade a nosso favor;
  • Mudança no sistema de lentes para permitir fotos mais rápidas, com menor luminosidade e enquanto filma (veja exemplos); e
  • Câmera frontal em 720p para uma videoconferência de vergonha.

Microsoft Surface chega em 26 de outubro

05/08/2012 às 20:42



Todo mundo gosta de consumir informação no iPad. Mas quando o assunto é produtividade, ninguém escapa de um bom teclado físico. Por isso a empolgação geral em torno do novo Microsoft Surface. Lançado por Steve Ballmer na última Keynote da empresa, o híbrido de tablet e notebook vem apoiado pelo sucesso do atual Windows 7.

O pessoal do PapoTech no episódio #150 especula sobre o sucesso do novo produto. Há um consenso que o Surface é promissor, mas recomendam cautela. O lançamento está previsto para 26 de outubro desse ano, chegando junto com o novo Windows 8. Veja neste post a apresentação completa do evento.
Apresentado como "o palco do novo Windows", o aparelho foi anunciado no mês passado. O tablet com Windows RT tem apenas 9,3 mm de espessura, com portas USB 2.0, todo feito em magnésio. A tela tem 10,6 polegadas e o aparelho tem acesso a todos os aplicativos padrão da Windows Store. O Surface vem com seu próprio suporte - Kickstand - sem necessitar de acessórios e capas. É equipado com Gorilla Glass, e vem com capa integrada - que é também um teclado multitoque - com apenas 3 mm de espessura. O teclado/capa inclui ainda um trackpad. O Surface virá em duas versões, uma com processador Intel e Windows 8 Pro, e outra com processador ARM e Windows RT. Fonte: Terra
Eu ainda estou desconfiado...

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Conversando com a Siri no iPhone 4S

08/12/2011 às 23:14

Venho acompanhando há algumas semanas o blog Tchela Vih, da simpática Marcela Pinheiro. Ela mora em Manaus e é apaixonada pelos aparelhinhos brancos da Apple. Sua última aquisição foi um iPhone 4S, com o assistente de voz Siri. Veja essa divertida demonstração da nova tecnologia.


Com tela flexível, veja como será o tablet do futuro

Os tablets de hoje são divertidos, mas não orgulhariam um visiário como Nikola Tesla. Mas isso pode mudar em um futuro próximo. A Samsung divulgou o que acredita ser o futuro dos tablets: Mobile Display & AMOLED.



Já pensou um produto de tela flexível desenvolvido por Steve Jobs? Seria genial. Já na mão da Samsung não dá para esperar muita coisa.

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O clássico encontro entre Steve Jobs e Bill Gates

05/12/2011 às 23:39

Nesse sábado o canal Globo News reviveu o grande encontro entre Steve Jobs e Bill Gates na "All Things Digital Conference", em 2007. A clássica entrevista conduzida por Walt Mossberg e Kara Swisher, traduz bem as diferentes formas de enxergar a computação segundo Apple e Microsoft. De quebra, Pedro Dória, editor executivo do jornal O Globo, intercala os principais trechos contextualizando o expectador e ressaltando alguns detalhes.


Hacker permite que iPhone dê a partida em um carro

24/11/2011 às 21:16

Eu tinha um notebook HP TX1320us e me achava o rei do touchscreen. Até que surgiu o multi-touch do iPhone e tudo foi por água abaixo. A Apple me ensinou o que realmente é uma tela sensível ao toque.

Pois com o lançamento da tecnologia Siri através do iPhone 4S, estou passando pelo mesmo processo. O meu smartphone Motorola Q11 possui sistema de reconhecimento de voz. Mando ligar a lanterna, fazer chamadas e tocar alguma música. Então não considerava novidade um celular com assistente por voz.

Mas aí os hackers começam a bolar aplicações criativas para o Siri do iPhone e volto a me sentir uma criança, imaginando o mundo daqui 10 anos. Veja o caso do sujeito que conectou o Siri ao Viper SmartStart e conseguiu fazer a assistente virtual dar partida e destravar o veículo.


Através de um script PHP, foi possível ensinar a Siri a reconhecer uma porção de comandos simples (“Vehicle Arm”, “Vehicle Disarm”, “Vehicle Start”, “Vehicle Stop”, “Vehicle Pop Trunk” e “Vehicle Panic”) e fazê-la interagir com o sistema de controle remoto satisfatoriamente. Ainda não dá pra confiar que ela vai levar você pra casa depois de uma farra com os amigos, mas pelo menos é um começo — e algo em que a Apple tem que ficar ligada, pois parece promissor. (Fonte: MacMagazine)
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Conheça a menor filmadora em alta definição do mundo

14/11/2011 às 21:54

Eu sempre fui fissurado em miniaturização de eletrônicos. Lembro que minha primeira câmera digital foi uma BenQ DC 300 mini que mais parecia uma caixinha de fósforo. Fotografava em VGA e mesmo assim eu achava o máximo. Nesse mês a JTT Online Shop humilhou geral com o lançamento da CHOBi CAM Pro, a menor filmadora do planeta!

CHOBi CAM Pro

Fotografa com resolução 4032×3024 e até mesmo grava vídeos em HD, com 1280x 720, a 30fps. Ainda é compatível com cartões de memória microSDHC ou SD Card (com capacidade de armazenamento de 64GB no máximo) e possui até ligação USB e saída para conectá-la à televisão ou ao computador. Conta com um detector de movimento para estabilizar a imagem, no caso de o fotógrafo acabar tremendo na hora de capturar uma imagem. Tudo isso sai por apenas 5980 ienes (76 dólares). Fonte: Techtudo
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Quem pesquisa pelo Bing?

23/05/2011 às 11:54

Quem pesquisa pelo Bing?


Piadinha por conta e risco da revista Galileu (Ed. 237 | Abr/11). Legal mesmo foi a armadilha feito pelo Google que pegou a Microsoft direitinho.
O Google está acusando o Bing de copiar seus resultados a fim de melhorar as buscas entregues aos seus usuários. Para comprovar sua teoria, o Google preparou uma armadilha para o Bing. Assim, a busca por termos como "mbzrxpgjys", que apontava para o site da RIM, e "hiybbprqag", que levava para um site de ingressos, começaram a apontar os mesmos resultados no serviço da Microsoft. (Fonte: Info Online)

Um bom motivo para não trocar o jornal pelo iPad

11/09/2010 às 14:13

Divertida campanha do Newsday para provar que essa história de trocar jornal por iPad nunca dará certo.


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Tom Peters entrevista Ray Kurzweil sobre o futuro das máquinas

31/07/2006 às 04:05

Não é todo dia que uma máquina de idéias se encontra com outra máquina de idéias. Quando duas máquinas desse tipo interagem, é grande a probabilidade de ocorrer um curto-circuito de proporções desconhecidas. Ou podem abrir-se novos horizontes de pensamento.


Transcrevo abaixo partes da entrevista que o inovador especialista em gestão Tom Peters fez com o inventor norte-americano Ray Kurzweil, publicada na revista HSM Management (ed. 57, julho-agosto 2006).

O que é a singularidade de que você tanto fala?

É uma metáfora emprestada do campo da física e designa um horizonte de acontecimentos no qual é difícil ver mais além. Na física, trata-se de um horizonte de acontecimentos físicos que cercam um buraco negro. Em nosso caso, estamos falando de fatos futuros na história da humanidade, que serão tão profundamente transformadores que a análise se torna bastante difícil. Envolve a ampliação de nossa inteligência por meio da fusão com as formas não-biológicas que estamos criando.

São muitos os passos para conseguir compreender esse processo. O primeiro é a recriação em máquina da inteligência humana, com todas suas sutilezas, flexibilidade, capacidade de reconhecimento de padrões e inteligência emocional, entre outros fatores. Para isso, será preciso envolver tanto o hard­ware como o software.

Então vamos começar pelo lado "hardware" da inteligência humana. Quando você fala em "hardware", está referindo-se ao cérebro humano?

Exatamente, refiro-me à memória e à capacidade de processamento do cérebro humano. Tenho diversas análises de pessoas diferentes, inclusive de mim, que mostram que é preciso atingir uma capacidade de cálculo entre 1014 e 1016 por segundo para recriar funcionalmente a capacidade do cérebro humano. Assim, para estimular de modo realista todas as áreas do cérebro humano (várias centenas delas), precisaremos contar com essa capacidade em um computador. Isso será atingido no final desta década com o supercomputador, e em 2020 tal capacidade estará presente em um equipamento que custará por volta de US$ 1 mil.

A questão seguinte envolve os softwares, pois sem eles não teríamos mais do que calculadoras de alta velocidade. Temos de entender os princípios do funcionamento da inteligência humana e, para isso, estamos envolvidos em outro projeto grandioso, que é a engenharia reversa do cérebro humano. A situação é similar à do Projeto Genoma uma década atrás, o que quer dizer que se vem ampliando em ritmo exponencial. Fizemos mais progressos do que as pessoas podem imaginar.

Estamos apenas obtendo as ferramentas para realizar a tarefa. Pela primeira vez, os scanners de cérebro apresentam resolução alta o bastante para vermos os sinais individuais das conexões interneuroniais em tempo real. Até pouco tempo, tecnologias como a da fMRI [abreviação de functional magnetic resonance imaging, ou imagem por ressonância magnética funcional] só conseguiam mostrar grandes grupos de células.
Agora, estamos conseguindo dados detalhados e mostrando que podemos transformálos em reproduções e simulações. Quinze regiões do córtex auditivo foram reproduzidas e simuladas em um computador, por exemplo. Há também uma simulação do cerebelo, que é onde se formam nossas habilidades e que abriga mais da metade dos neurônios existentes no cérebro. Assim, o progresso já é maior do que as pessoas conseguem perceber.

Então, no longo prazo acontecerão mais coisas do que podemos supor...

Sim. As pessoas estão fazendo projeções de modo linear para o futuro. É um erro. Em meu livro, eu abordo a diferença radical entre a tendência exponencial e a linear. Faz parte da intuição humana achar que o progresso será linear, ou seja, seguirá no ritmo atual. Mas o ritmo do progresso está acelerando-se e a ampliação das ferramentas em todas as áreas (informática, comunicações, compreensão do cérebro e da biologia humanos) dobra todo ano. A tecnologia da informação já afeta profundamente diversos aspectos de nossa vida e, se você imaginá-la multiplicada por 1 bilhão nos próximos 25 anos, verá uma transformação imensa.

Em 2020 já deverá haver estruturas de software com os princípios de funcionamento de todas as regiões do cérebro. Seremos capazes de aplicar esses padrões aos computadores, e, em 2029, estes serão milhares de vezes mais poderosos do que o cérebro humano.

Que tem de tão importante colocar a inteligência humana em uma máquina?

Poderemos combinar as atuais vantagens da inteligência humana, sobretudo nossa capacidade de reconhecimento de padrões, com os aspectos nos quais as máquinas nos superam. Os computadores conseguem partilhar seu conhecimento a velocidades eletrônicas, por exemplo.

Hoje precisamos de anos para transferir o conhecimento para cada criança. Mas, com os recursos da inteligência não-biológica, é possível apenas fazer o d­ownload­ dos padrões de um computador que aprendeu as lições. Além disso, os computadores sempre poderão ampliar-se. Tanto o hard­ware como o software continuarão a evoluir de forma intensa, enquanto a inteligência humana, em si, permanecerá fixa.

Mas por que a inteligência humana é fixa? O tamanho do cérebro constitui uma limitação?

O cérebro humano é limitado pelo tamanho e, mais importante, pelo paradigma do uso de sinais, de gradientes químicos que se deslocam a poucas centenas de centímetros por segundo, o que é milhões de vezes mais lento do que a velocidade eletrônica.

O cérebro não consegue reprojetar-se de modo a incorporar um método de informação 1 milhão de vezes mais veloz. É claro que no limite faremos exatamente isso – mas por meio da tecnologia, e não da biologia. De acordo com minhas estimativas, temos uma capacidade de cálculo de 1026 por segundo nos mais de 6,5 bilhões de seres humanos. Daqui a meio século, a parte biológica de nossa inteligência ainda será de 1026, mas a porção não-biológica será imensamente maior, porque está crescendo a uma proporção de mais de mil por década.

Podemos dizer que a parte não-biológica de nossa inteligência excederá em grande medida a porção biológica. Situei a singularidade em 2045, porque nesse momento a [capacidadeda] parte não-biológica [do homem] será 1 bilhão de vezes maior do que toda a porção biológica. Trata-se de uma mudança profundamente transformadora. De acordo com meu modo de pensar, ainda assim será inteligência humana. Não gosto do termo "transumano", porque pressupõe ultrapassar o aspecto humano e, em minha opinião, ainda estamos falando da civilização humana. é "transbiológico": meu livro fala sobre a superação da biologia, e não de nossa humanidade.

Importante: não se trata de uma invasão alienígena de máquinas inteligentes. Os computadores já são parte muito importante de nossa civilização. Se todos os programas de inteligência artificial do mundo fossem interrompidos amanhã, nossa civilização entraria em colapso: não seria possível retirar dinheiro do banco e todos os sistemas de transporte e de comunicações seriam interrompidos.

Seu livro é assustador em certa medida, mas acredito que você fundamenta bem sua teoria. A singularidade se parece com alguma coisa que já conhecemos? Trata-se apenas de um grupo seleto de pessoas?

Não se trata de um grupo seleto. Se olharmos o que acontece com a tecnologia hoje, veremos que apenas os mais ricos conseguem bancar as novidades assim que elas surgem, quando nem sempre funcionam bem. Alguns anos depois, tudo funciona um pouco melhor e ainda custa caro, mas já é mais acessível para maior número de pessoas. Com o passar do tempo, a tendência é custar menos e funcionar melhor.

Então, os usuários de primeira hora, singulares, de certo modo são cobaias...

Isso mesmo, e em geral em um momento muito experimental. Veja só como os telefones celulares custam menos hoje. No caso dos países asiáticos, o Banco Mundial estimou que a pobreza no continente caiu pela metade e terá uma redução de 90% na próxima década. Em muitos desses países, que hoje constituem prósperas economias baseadas na informação, há 15 anos a maioria da população puxava arado.

Certo, porém essa não parece ser a percepção geral...

A percepção geral está errada.

Mas certamente essa é uma das barreiras que você vem encontrando em relação a suas teorias, certo? A percepção das pessoas em relação ao que você diz...

Em geral, existe uma espécie de percepção anômala em relação às máquinas, mas ao mesmo tempo há forte crença no progresso e na capacidade de solução de problemas atribuída à tecnologia. As duas reações ocorrem simultaneamente. O processo de transformação de uma tecnologia nova e cara em uma commod­ity de preço baixo e acesso fácil hoje leva dez anos, mas daqui a uma década bastarão cinco anos e, em 20 anos, apenas dois ou três.

Isso está relacionado com outra tendência da duplicação do ritmo de mudança dos paradigmas a cada década. Essas tecnologias se transformarão com muita velocidade. Vejamos o caso dos medicamentos antiaids, uma tecnologia da informação. Há 15 anos, o gasto anual com medicamentos (que não funcionavam muito bem) era de US$ 30 mil por paciente. O valor hoje é de US$ 100 nos países pobres, e o tratamento é eficaz.

Esta conversa me faz lembrar de uma cena do filme "Matrix", na qual Trinity precisa pilotar um helicóptero, mas não sabe fazer isso. Rapidamente, ela "baixa" as informações para pilotar o aparelho. Isso faz parte da singularidade? Trata-se de uma semi-realidade possível para 2050?

Deixando de lado as anomalias, esse filme apresentou, sim, uma série de conceitos que fazem sentido. A idéia básica de uma imersão total na realidade virtual é bastante realista. Você me perguntou com o que a singularidade pode ser comparada. Para quem participar dela, será algo fantástico, porque uma das aplicações dos nanorrobôs no cérebro será a imersão completa na realidade virtual dentro do sistema nervoso. Se você quiser entrar em um ambiente virtual, os nanorrobôs "desligarão" os sinais vindos dos sentidos naturais e os substituirão por sinais do ambiente virtual. Para seu cérebro, será como se você estivesse no ambiente virtual, no qual você poderá ser um ator.

A criação dos ambientes de realidade virtual será uma nova forma de arte: alguns terão inspiração no mundo que conhecemos, como uma praia do mar Mediterrâneo, mas outros serão pura fantasia. As pessoas poderão ter um corpo diferente e não terão de ser quem de fato são.

E será possível recorrer ao botão de "deletar" se as coisas começarem a dar errado, certo?

Isso mesmo, o que é uma grande vantagem. Poderemos interromper uma chamada telefônica, que é realidade virtual auditiva. Assim, o sexo virtual é mais seguro – por exemplo, não há riscos de doenças sexualmente transmissíveis ou de gravidez e, no caso de violência ou de outras dificuldades, pode-se abandonar a experiência. Sempre haverá esses "nichos de segurança".

Muito provavelmente passaremos grande parte do tempo nesses ambientes de realidade virtual. Se contarmos com a nanotecnologia plena e conseguirmos criar as coisas físicas com grande velocidade, também poderemos trazer parte dessas habilidades de adaptação veloz para a realidade.

E o que você me diz sobre a possibilidade de uma imensa descontinuidade?

Bem, eu me preocupo com os riscos existenciais dos aspectos negativos dessas tecnologias. O capítulo 8 do livro trata da promessa e dos perigos da genética, nanotecnologia e robótica. Tem havido muita discussão sobre os perigos da bioengenharia e da nanotecnologia de auto-replicação. Abordei esses assuntos em 1999, no livro "The Age of Spiritual Machines", e a revista Wired­ fez uma matéria de capa em reação ao livro, intitulada "Por que o futuro não precisa de nós". Também escrevi recentemente um artigo para o New York Times criticando a publicação do genoma da gripe de 1918, porque seria mais fácil recriar a enfermidade do que construir uma bomba atômica: a tarefa não exige materiais raros como o plutônio.

Seria uma interpretação utópica demais achar que tudo transcorrerá sem sobressaltos. Até hoje nada foi assim, certo?

Exatamente. Mas também vale lembrar que essas grandes rupturas não impediram os avanços tecnológicos. Cinqüenta milhões de pessoas morreram na Segunda Guerra Mundial, porém o crescimento exponencial da relação preço–lucro (PL) das empresas transcorreu tranqüilamente no decorrer de todo o século, enfrentando altos e baixos, mais ou menos possibilidades, depressões e booms, períodos de guerra e de paz.

Tendo a pensar que somos uma espécie bélica. Com a singularidade, isso poderá mudar ou o que mudará serão os motivos dos conflitos?

Não afirmo que conseguiremos ficar livres de todos os conflitos. Acredito que teremos mais conhecimento de nós mesmos e seremos capazes de identificar algumas fontes de disfunções humanas, mas não creio que isso nos livre de todas as disputas.

Eu realmente acredito que os conflitos humanos estejam diminuindo. Podemos não ter essa impressão porque hoje percebemos os conflitos com mais sensibilidade. Na Segunda Guerra Mundial, 20 mil pessoas podiam morrer em uma batalha e talvez duas semanas depois alguma imagem pouco definida do episódio chegasse a algum cinema. Hoje temos imagens em tempo real de tudo que acontece. Existem estudos que mostram que as guerras estão diminuindo, e acho que isso ocorre porque toda essa comunicação eletrônica descentralizada contribui bastante para a democracia.

Quando abordei o assunto no livro "The Age of Intelligent Machines", previ o colapso da União Soviética porque as autoridades não seriam capazes de controlar a informação. Na realidade, o golpe contra Gorbachev em 1991 fracassou graças a essa rede clandestina de aparelhos de fax e e-mails em contraposição às máquinas de telex. Controlar as estações de rádio e a TV centralizada não bastava mais para manter as pessoas alheias ao que ocorria. E essa rede de comunicação cresceu imensamente com a internet e os blogs. Hoje existem milhões de blogs, até mesmo na China.

Participei recentemente de uma conferência na qual Rebecca McKinnon, estudiosa da Harvard University, ressaltou que todos os mecanismos de busca de internet chineses operam com censura prévia. Se alguém estiver na China e procurar por "Praça da Paz Celestial", não obterá nenhum resultado...

É verdade, mas é uma censura marginal.

De certa maneira, a especialista vê o fenômeno se espalhar porque atualmente empresas norteamericanas estão desenvolvendo programas para o mercado chinês e incluindo os mecanismos de censura neles. Ou seja, de certa maneira, a prática está tornando-se parte do código-base...

Mas isso não equivale a interromper o fluxo de comunicação.

Não sei se é bem assim...

Existe certa informação "delicada", que as pessoas compreendem que não podem divulgar, mas o que isso representa? É 1% do que é dito? Isso não basta para alterar o fluxo da democratização, esse enorme poder da comunicação descentralizada. Eles não estão detendo os avanços da internet, mas apenas impondo censura a algumas questões.

E você não considera isso grave?

Com certeza eu não apóio isso, mas não vejo como um fator capaz de frear realmente a natureza dessa tendência.

E isso basta...

Outro assunto que as pessoas debatem é o das células-tronco. A oposição do governo [dos EUA] tem conseguido interromper o processo da biotecnologia? Não! Acho que é bastante parecido. Há pedras no rio, mas elas não impedem a passagem da água. Até na restrita área da biotecnologia chamada de "transdiferenciação", que é a essência da questão das células-tronco, tem havido um progresso imenso. Sou favorável às pesquisas e contrário às proibições, mas, deixando de lado os aspectos éticos e políticos, não queremos usar as células-tronco embriônicas de qualquer maneira, porque existem poucas delas e o DNA não combina com o receptor. Eu quero que se criem células pluripotentes a partir das células de minha pele, processo que foi demonstrado recentemente. A questão é que a oposição às pesquisas sobre células-tronco não está obstruindo os progressos na biotecnologia.

As novas ideias que irão mover o mundo da Administração

17/06/2006 às 04:52

O que você anda pensando? Sobre quais temas e conceitos você anda queimando sua energia intelectual? Está investigando alguma coisa? Desenvolvendo alguma pesquisa? Intrigado com alguma informação?

A publicação Business Strategy Review, compilada por Stuart Crainer, a qual tive acesso através da revista HSM Management (edição 56 maio-junho 2006), foi atrás dessas respostas com os maiores pensadores do management da atualidade. Essa investigação é importante porque são esses intelectuais que irão ditar os temas dos próximos livros, artigos e palestras do mundo da administração.

Charles Handy (Filósofo social): "A filosofia e a filantropia são minhas duas preocupações atuais. Estou terminando um livro chamado 'Myself and Other More Important Matters', que deve ser publicado ainda no primeiro semestre de 2006. Nele trabalho o que aprendi em vários episódios e períodos de minha vida, para, a partir daí, descobrir qual a filosofia de vida subjacente a tudo isso."

James Champy (Co-autor do best-seller "Reengenharia"): "Os consumidores vêm-se beneficiando de aumentos significativos de produtividade e da transferência de mão-de-obra para países de baixo custo de produção. Com exceção do petróleo, os custos – e os preços – em todos os setores parecem só cair. Os consumidores esperam cada vez mais, pagando cada vez menos. É o que chamo de economia do 'mais por menos'. Em algum momento, as empresas não serão mais capazes de reduzir custos e preços e a competitividade se baseará também no valor entregue. Isso requererá um grau maior de inovação do que aquele presente em novos produtos ou serviços. Aprender a entregar mais por menos será o desafio dos próximos dez anos e obrigará que se repensem estratégias, estruturas e processos. É um desafio que vai além da reengenharia."

Marshall Goldsmith (Coach de executivos): "Trabalho atualmente em descobrir por que é tão difícil para as pessoas – mesmo para as mais inteligentes, dedicadas e comprometidas – mudar seu comportamento ao saber que devem fazê-lo. Em meu trabalho como coach de executivos, sou contratado por profissionais de muito sucesso para ajudá-los a mudar seu comportamento. Embora o que eu peça para eles fazer seja em geral bastante simples, na verdade está longe de sê-lo. Em setembro deste ano, será publicado meu livro 'What Got You Here Won’t Get You There'. Ele explora os desafios da mudança de comportamento por meio de muitos exemplos e estudos de casos que recolhi em meus anos de trabalho com executivos."

Bruce Tulgan (Consultor e fundador da Rainmaker Thinking): "A subgestão [under-management, em inglês] é muito mais devastadora e comum do que a microgestão. Na verdade, a consciência disseminada sobre os perigos da microgestão e os esforços para evitá-la acabam contribuindo para a subgestão. Entre os muitos objetivos de meu próximo livro, 'The Under-Management Epidemic', estão: contribuir para que o termo 'subgestão' ocupe seu lugar no glossário do management, ao lado de 'microgestão', e fazer com que ela seja mais ameaçadora e mais evitada que a microgestão."

Sydney Finkelstein (Professor da Tuck School of Business Management, Dartmouth College): "Depois de concluir meu livro 'Why Smart Executives Fail' e falar dele em todo o mundo, ficou claro para mim que há outra parte da história que ainda não foi contada. Como exatamente uma liderança ou uma organização podem tornar-se imunes às síndromes de fracasso que registrei no livro? É claro que não é possível chegar à imunidade completa, mas estou desenvolvendo agora novas idéias sobre o que executivos podem fazer para proteger-se de um fracasso em larga escala. Muito poucas companhias possuem algo próximo de um sistema de alerta, e meu novo trabalho busca identificar empresas que diminuíram seu risco na estratégia, tentarei descrever o que os executivos podem fazer para reduzir seu próprio risco. A pesquisa tem ajudado a criar um conjunto de diagnósticos que podem ser usados tanto por executivos como por diretorias a fim de identificar áreas de fraqueza potencial, fornecendo ferramentas para lidar com tais fraquezas."

Philip Kotler (Professor de marketing da Kellogg School of Management): "Estou trabalhando em três projetos que pretendo transformar em livros. 1. Marketing no setor público: desafios, estratégias e recompensas. Há uma necessidade crescente no setor público de empregar conceitos e técnicas de planejamento do marketing moderno, a fim de que possa alcançar seus objetivos de forma mais eficiente e eficaz. 2. Marketing estratégico para organizações de saúde: desenvolvendo um sistema de saúde voltado para o consumidor. O objetivo é determinar como o sistema de saúde pode ser mais bem projetado a fim de que gere cidadãos saudáveis. O sistema de saúde vive conflitos entre diversos grupos de interesse – médicos, hospitais, organizações mantenedoras, governo, companhias de seguro. O projeto deve mostrar qual a abordagem de marketing apropriada para cada um desses grupos e que possa funcionar para atender aos interesses dos consumidores. 3. Como ajudar os pobres do mundo: criando soluções para a pobreza por meio da análise de mercado e do marketing social. O objetivo é aplicar conceitos de segmentação de mercado ao problema da pobreza. O ambiente de mercado da pobreza tem sido insuficientemente segmentado. O resultado é que os mesmos procedimentos de serviço social são aplicados a situações muito diferentes. A proposta é melhorar a combinação entre os problemas dos vários segmentos da pobreza e as soluções para cada um deles."

Peter Cohan (Consultor, autor e investidor de risco): "O capital de risco dá respaldo a empresas como Google, Yahoo!, Microsoft e Cisco, que geram empregos, faturamento e alto retorno sobre o investimento. O objetivo de minha atual pesquisa é compreender por que alguns investimentos de risco aumentam em valor e outros não. Para isso, estabeleci uma parceria com o professor Barry Unger, da Boston University, que também é empreendedor e investidor de risco. Com base nos primeiros dados recolhidos, nossa proposta é investigar como diferentes estilos podem levar ao sucesso. Sabemos que alguns investidores se concentram em gerar alto retorno por meio da criação de empresas cujos resultados melhorem sob sua tutela, enquanto outros tentam ser líderes mundiais introduzindo tecnologias inovadoras e deixando que os resultados financeiros venham depois."

Gary Hamel (Consultor e co-autor de "Competindo pelo Futuro"): "Atualmente meu trabalho se concentra no tema da inovação do management e em algo que chamo de 'Laboratório de Inovação do Management'. Para mim, trata-se de inovar em relação a princípios e processos do management, o que influencia substancialmente o que os executivos fazem e a forma como fazem. Tentaremos desenvolver uma metodologia que nos permita ser muito mais propositivos sobre inovação em management e, portanto, acelerar significativamente a evolução do próprio management. Houve muitas inovações no management nos últimos cem anos, mas ninguém se perguntou como fazer para ter uma metodologia que garanta que isso ocorra de forma consistente, ou seja, que a inovação no management seja algo repetível. É o que estamos tentando fazer."

Rosabeth Moss Kanter (Professora da Harvard Business School e autora do livro "Confidence"): "Meu livro 'Confidence' foi publicado tão recentemente que ainda estou trabalhando em suas aplicações e implicações, tais como ferramentas para diagnosticar a cultura de um negócio e identificar sinais vencedores ou perdedores em gestação ou para analisar os elementos de uma cultura no que diz respeito à responsabilidade, à colaboração e à inovação. Continuo interessada em ações exemplares de líderes que potencializam a inovação. Também estou profundamente imersa em novos casos de integração bem-sucedida em processos de fusão, que demonstram como líderes confiantes são capazes de dividir o poder, evitando criar ambientes de perdedores e vencedores. Olhando para a frente, busco identificar o próximo conjunto de desafios mundiais que serão enfrentados pelas economias e pelas pessoas. Penso que a revolução demográfica representa uma imensa oportunidade."

John Patrick (Pioneiro da internet): "Pensei em fazer outro livro, mas, ao comparar o sofrimento de publicar com a alegria de fazer um blog, é difícil mergulhar nessa tarefa. Meu blog [patrickweb.com] tem registrado mais de 500 mil pageviews por mês, e isso me mantém inspirado para escrever. Acredito que os blogs ainda são subestimados, assim como os padrões Wi-Fi [abreviação de wireless fidelity, tecnologia usada para criação de redes sem fio para comunicação em alta velocidade – até 50 megabits por segundo, podendo chegar a 108 megabits por segundo]. Além disso, o geocaching [jogo que é uma espécie de caça ao tesouro planetária e funciona por meio de GPS e internet] deve emergir como algo grande, tanto como esporte quanto como grande quantidade de informação e metainformação [a informação que descreve a informação]."

Nirmalya Kumar (Professor de marketing da London Business School): "Seguindo a trilha de meu livro 'Marketing como Estratégia', estou trabalhando em duas novas obras. A primeira chama-se 'The Private Label Revolution'. O número de 'marcas privadas', ou marcas próprias do varejo, cresceu significativamente nas últimas duas décadas, especialmente nos setores de vestuário, móveis e bens de consumo embalados. As marcas próprias do varejo respondem hoje por 40% das vendas em supermercados na Europa e 20% nos Estados Unidos. As marcas dos fabricantes tradicionais conseguirão sobreviver nesse cenário? Quando as marcas próprias são mais bem-sucedidas? São questões como essas que trato nesse livro. O segundo livro chama-se 'Rare Commodity: Moving Business Markets Beyond Price to Value'. O maior desafio de mercado enfrentado pelas empresas que atuam no mercado business-to-business é como lidar com a incansável pressão sobre os preços que os clientes exercem sobre os fornecedores."

Warren Bennis (Especialista em liderança): "Meu trabalho em andamento é um livro em co-autoria com Noel Tichy [um dos mentores de Jack Welch na General Electric]: 'Judgement – The Essence of Leadership'. A capacidade de julgar é o fator mais importante da liderança e o menos reconhecido. Sem a plena compreensão do papel da capacidade de julgar e da forma pela qual as decisões são construídas, a liderança nunca estará completa."

Edward Lawler (Educador da área de administração de empresas): "Acredito que as questões referentes à forma, à mudança e à eficácia das organizações têm sido olhadas pelo prisma errado. Os modelos de organização que temos são de cem anos atrás e nasceram em uma época em que o ambiente de negócios era estável ou, pelo menos, previsível. Por isso, tendemos a projetar as empresas e os processos de mudança a partir da premissa de que eles devem ser previsíveis, estáveis e equilibrados. Meu novo livro, 'Built to Change', propõe um modelo baseado na premissa de que a organização está mudando o tempo todo. Para isso, é preciso entender que algo na empresa deve ser estável – caso contrário, todos ficariam loucos. Pode-se construir uma organização mutável em torno de uma identidade relativamente estável."

Peter Fisk (Consultor e autor): "As empresas precisam de um grau de genialidade maior para obter sucesso nos mercados intensamente competitivos de hoje. A precisão numérica – da automação, dos bancos de dados e das métricas – ajudou a otimizar o presente, mas prejudicou a visão de futuro e a criatividade. É o caminho para a mesmice e para uma visão exclusivamente de curto prazo. As empresas precisam do equilíbrio: entre os lados direito e esquerdo, entre estratégia e ação, entre garantir o hoje e criar o amanhã, entre clientes e acionistas. Esse é o tema de meu novo livro, 'Marketing Genius'. Nele mostro com exemplos reais que as marcas e empresas líderes estão pensando e agindo de forma diferente das outras. Em geral, os investimentos em marketing não se pagam no mesmo ano em que são realizados; 60% deles geram faturamento no ano seguinte. Isso requer dos profissionais de marketing capacidades estratégicas, inovadoras e comerciais, um pensamento que combine os lados direito e esquerdo do cérebro e uma abordagem de fora para dentro, e não de dentro para fora. Os profissionais de marketing deveriam ser os mais importantes, influentes e inspiradores da organização. No entanto, o talento dessas pessoas tem sido limitado a questões operacionais, em uma função de apoio com contribuições marginais para o negócio central. As empresas não conseguirão sobreviver nos mercados atuais desse jeito."

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