Deixe de ser uma lata gordinha, beba Diet Pepsi

16/06/2006 às 08:16

Gosto de peças publicitárias simples. O problema é que muitas vezes a simplicidade é tamanha que não se consegue entender a mensagem facilmente. Ou pior, as vezes a peça publicitária quer deixar um recado e o consumidor acaba entendendo outro.

A peça abaixo chama-se "Can in bottler", criada pela agência BBDO Campaign de Düsseldorf, Alemanha, para promover a versão diet do refrigerante da Pepsi. A imensidão branca passa uma idéia de oceano, lembrei logo daquelas garrafas com uma mensagem dentro. Ou melhor, aqueles tradicionais barquinhos construídos dentro de garrafas. O ambiente limpo também ajuda a ressaltar o desenho da garrafa e as cores da Pepsi. Para completar, a inexistência de texto colabora para transformar a leitura da peça em um momento de reflexão.


Se até uma latinha gorda feito essa conseguiu emagrecer e passar pela pesquena boca dessa garrafa, eu também posso. Simples não?! No entando, analisando um pouco mais, comecei a viajar. Estou quase convencido que que essa garrafa tem o desenho da Coca-Cola. Fiquei com essa dúvida. Será que o publicitário tentou nos dizer: "vejam, até a Coca-Cola bebe Diet Pepsi". Quem sabe.

Chega de tanta estratégia, primeiro preocupe-se com o básico

14/06/2006 às 13:25

Em Marketing, muito se fala em estratégia. Somos leitores vorazes de Rosser Reeves, Jack Trout, Al Ries e Michael Porter. Passamos horas e horas buscando estratégias mirabolantes e traçando planos fantástico de crescimento. No entanto, as vezes esqueçemos dos pequenos detalhes.

Lendo a revista HSM Management (edição 56 maio-junho 2006) vi uma entrevista interessante de Patrick Barwise, autor do livro "Simply Better" e professor de marketing da London Business School. Ele defende a necessidade das empresas de serem melhores que a concorrência na tarefa de oferecer aos clientes aquilo que mais lhes importa, em vez de se preocupar em buscar uma proposta de venda única.

O ponto forte da teoria de Barwise é a diferenciação naquilo que muitos consideram "o básico". Isso porque em muitos mercados, acredita-se que oferecer o básico tornou-se quase uma commodity. Inevitavelmente uma pergunta surge no ar: quais motivos levam as pessoas a escolher uma marca em detrimento de outra? Isso dá muito pano pra manga. Já vi dezenas de monografias sobre isso.

De modo geral, a conclusão a que se chegou foi que, para atrair os consumidores, é preciso oferecer algo que ninguém mais oferece, ou seja, uma proposição diferenciada. Mas segundo Barwise, os fatos mostraram que essa teoria está errada. Ele também diz que existe muita confusão entre a propaganda e o produto anunciado, entre os conceitos de construção de marca [branding] e marca propriamente dita.

Diante desse cenário, ser bom no básico acaba gerando um problema para a publicidade. A teoria de Barwise de que a força propulsora da venda de um produto deve ser a capacidade da empresa em proporcionar um serviço básico melhor que a concorrência é menos atraente e divertida do que a teoria da proposta de venda única. Com certeza é muito mais difícil de ser comunicada.

Todos sabemos que é preciso dá ênfase na necessidade de concentração naquilo que realmente importa para o consumidor. O problema [temos que assumir isso] é que nem sempre essas necessidades se revelam a partir de uma abordagem-padrão de marketing. A raiz dessa questão, segundo Barwise, é o modismo que circula pelas escolas de administração, na qual todos acreditam que a estratégia é mais importante que tudo. Barwise vai contra a maré e enfatiza que "não existem empresas de fato bem-sucedidas que não sejam muito boas na execução, e esse aspecto é quase sempre mais determinante do que a estratégia".

Ele conclui reforçando o que o caminho para a satisfação das necessidades do cliente ainda é longo. "É muito difícil atender a essas necessidades – a tarefa exige um esforço imenso –, mas, em vez de partir do princípio de que os 'pilares' representam apenas 25% do problema e que os demais 75% estão relacionados com a esfera de construção de marca, valores emocionais, proposições únicas de venda e outros itens, a realidade em geral está mais perto de ser o contrário."

Certifique-que que sua empresa não deixa de fornecer o básico, ou seja, produto de qualidade, bom atendimento e preocupação com as reclamações dos clientes. Só depois vá atrás dos conselhos de Michael Potter.

Sai que é sua Oliver Kahn

04/06/2006 às 17:58

A Adidas perde feio para Nike quando o assunto é patrocínio de seleções no mundial da Alemanha 2006. Mas o principal personagem da Copa vai carregar a logomarca da Adidas. É ela, a bola. A gorduchinha já foi tema em todos os programas jornalísticos quando foi lançada com toda a pompa na Alemanha. O boca-a-boca ficou por conta de uma bola gigantesca bem no centro da cidade de Berlim.

E tem mais, cada jogo do mundial terá bolas personalizadas. Isso quer dizer que o nome das seleções, a data e o local das partidas serão estampados em todas as gorduchinhas. Imaginem isso quando terminar o mundial, vai chover ofertas nos leilões. Lembram quando um carinha achou no lixo aqueles papeizinhos que a FIFA usou no sorteio dos grupos para Copa? O cara fez um leilão e ganhou uma grana pesada. Parece que dessa vez a galera aprendeu a lição.

Mais uma jogada de mestre, bem na chegada à cidade de Munique a Adidas colocou um baita mídia usando o goleiro [frangueiro para nossa sorte] Oliver Kahn. Inimaginável. Fico imaginando a fisionomia dos publicitários quando o cara deu essa idéia.

A partir de hoje sou o maior bebedor de Nova Skin do Brasil

02/06/2006 às 22:59

Nunca fui muito fã de cerveja. Por uma imposição social acabo bebendo um gole aqui e outro ali. Mas a partir de hoje sou o maior bebedor de Nova Skin do Brasil! A cervejaria Schincariol fechou uma parceria com o Flamengo há alguns dias. Para divulgar esse patrocínio a cervejaria encomendou um filme para o mercado carioca. O resultado é de arrepiar, clique no botão play e veja o vídeo abaixo.



Segundo o Estadão, a Schincariol espera aumentar sua participação de mercado no Rio dos atuais 3,7% para em torno de 13% nos próximos dois anos, período em que patrocinará o Flamengo. O diretor de marketing da Schincariol, Luiz Cláudio Taya, diz que o valor do contrato faz parte do investimento de R$ 300 milhões reservados este ano para ações de propaganda da empresa.

"O Flamengo tem um diferencial de marca muitas vezes não aproveitado no seu faturamento", diz o presidente em exercício do clube, Arthur Rocha. De acordo números divulgados no anúncio do patrocínio, o time de futebol tem 33 milhões de torcedores no Brasil, dos quais 7 milhões somente no Rio.

Fiquem tranqüilos , amigos flamenguistas, o acordo anunciado não inclui a logomarca da empresa no manto sagrado do Mengão. Vai continuar tudo como está. Aliás, desde 1984 quem tem esse privilégio é a Petrobras e a Lubrax (um lubrificante da estatal). Será uma campanha que vai reproduzir camisas históricas do clube nas latas e o escudo rubro-negro nas garrafas da cerveja Nova Schin, apenas no Estado do Rio.

Já comecei a organizar um movimento para tornar a Nova Skin líder do mercado de cerveja. "Óh meu Mengão, eu gosto de você, quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro, conte comigo Mengão, acima de tudo rubro-negro, conte comigo Mengão, acima de tudo rubro-negro". Se você é flamenguista, só peça Skin!

Palestra completa de Seth Godin aos funcionários do Google

15/03/2006 às 02:52

Esse post é especial para os administradores de marketing. Assista agora a uma palestra de 48 minutos de duração feita pelo escritor americano Seth Godin para os funcionários do Google sobre o livro "Todo Marqueteiro é Mentiroso".


Godin é autor de livros provocativos como "Marketing de Permissão" e "Marketing Idéia Vírus". Caso tenha uma boa conexão e queira assistir numa maior resolução, clique aqui

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